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16 de janeiro de 2025

Como funcionam as vacinas? Saiba como elas agem no organismo


Clock 5 minutos de leitura
vacina como age no organismo

Entender como a vacina age no organismo é essencial para ter confiança no potencial de imunização na dose, além de se precaver quanto a um possível reforço e efeitos colaterais. Com esse tipo de informação sendo devidamente difundida, as vacinas se tornam a principal ferramenta na prevenção de doenças infecciosas, protegendo tanto o indivíduo quanto a comunidade.

Pensando nisso, a Farmácia Indiana busca esclarecer de forma simples e clara como as vacinas agem no organismo e sua importância para a saúde coletiva. Das definições-base, etapas de ação no corpo humano, diferenciação de tipos de vacina e muito mais, tudo o que você precisa para estar bem-informado te aguarda a seguir.

Boa leitura!

Como a vacina age no organismo?

Ao se analisar como a vacina age no organismo, é possível dividir em 4 etapas principais o processo de atuação de uma dose no corpo, tornando o processo de compreensão mais claro para todos:

1. Introdução do antígeno no corpo

Ao ser aplicada, a vacina insere um antígeno no organismo — um fragmento do agente causador da doença ou sua versão enfraquecida, ou inativada. Esse componente é inofensivo, mas suficiente para ativar o sistema imunológico, que reconhece o invasor e inicia o processo de defesa do organismo.

2. Reconhecimento do antígeno pelo sistema imunológico

Ao identificar o antígeno como uma ameaça, o sistema imunológico libera os glóbulos brancos, como macrófagos, para englobar e “apresentar” o antígeno às células B e T. Essas células são responsáveis por iniciar uma resposta específica contra ele, adaptando as defesas do organismo para esse vírus específico.

3. Produção de anticorpos

As células B, ativadas pelo reconhecimento do antígeno, começam a produzir anticorpos conforme a ameaça detectada. Esses anticorpos se ligam ao patógeno, neutralizando-o e impedindo que ele cause infecções. Paralelamente, as células T ajudam a destruir células infectadas e a coordenar a resposta imune.

4. Criação de memória imunológica

Após combater o antígeno, o sistema imunológico cria células de memória. Essas células “lembram” do agente infeccioso, permitindo uma resposta mais rápida e eficaz caso ele entre novamente no organismo. Essa memória imunológica é o que garante a proteção a longo prazo proporcionada pelas vacinas.

Como cada tipo de vacina age no organismo?

Apesar da resposta por parte do organismo seguir esse padrão de estímulo com todas as vacinas, é importante destacar que as doses imunizantes variam em composição e mecanismo de ação. Veja como cada tipo estimula o sistema imunológico:

  • Vacinas inativadas: contêm patógenos mortos, sendo incapazes de causar doenças, mas que ainda estimulam a imunidade. Apesar da segurança proposta, costumam exigir doses de reforço mais frequentes — sendo usadas contra doenças como a dose contra a gripe e a hepatite A;
  • Vacinas atenuadas: usam patógenos enfraquecidos que não causam doença em indivíduos saudáveis, mas geram uma resposta imunológica robusta. Por isso, apesar da baixa incidência de reativação dos vírus, elas não são recomendadas para gestantes e imunossuprimidos. Bem difundidas são as doses contra sarampo, rubéola e febre-amarela.
  • Vacinas de subunidades ou proteicas: contêm partes específicas do patógeno, como proteínas ou açúcares, que desencadeiam uma resposta imune direcionada. Um exemplo é a vacina contra o HPV.
  • Vacinas de RNA Mensageiro (mRNA): estas vacinas inovadoras fornecem instruções genéticas para que as células do corpo produzam proteínas virais temporárias. Isso ativa o sistema imunológico sem a necessidade de introduzir o patógeno diretamente. Exemplos incluem as vacinas da Pfizer e Moderna contra a COVID-19.
  • Vacinas de vetor viral: usam um vírus modificado para carregar o material genético do patógeno, ativando a imunidade também sem a necessidade de colocar o organismo em contato com o patógeno. Um exemplo é a vacina AstraZeneca, também contra a COVID-19.

Quanto tempo a vacina leva para fazer efeito?

O período necessário para uma vacina começar a proteger o organismo varia conforme o tipo de vacina e as características do indivíduo. Em geral, leva de duas a três semanas para o sistema imunológico desenvolver uma resposta completa. Vacinas que requerem mais de uma dose, como a tríplice viral ou a da COVID-19, precisam que o esquema completo seja seguido para garantir proteção ideal.

Por que algumas vacinas precisam de reforço?

Algumas vacinas precisam de reforço porque a imunidade inicial pode diminuir com o tempo, considerando que o uso de antígenos mortos ou inativos por segurança — fazendo com que o organismo acaba promovendo uma resposta menos intensa das defesas do corpo.

As doses adicionais auxiliam o sistema imunológico a reativar a produção de anticorpos e a fortalecer as células de memória. Isso é especialmente importante para proteger contra patógenos que evoluem rapidamente ou demandam uma resposta imunológica mais robusta.

Exemplos incluem a vacina contra o tétano, que exige reforço a cada 10 anos, e a vacina contra hepatite B, administrada em múltiplas doses para garantir a proteção de longo prazo.

Como a ciência avança na criação de vacinas?

Os avanços tecnológicos permitem desenvolver vacinas mais seguras e eficazes, como as de mRNA e as baseadas em vetores virais. Essas inovações possibilitam respostas rápidas a pandemias e maior alcance de imunização em larga escala.

O contraponto, geralmente, fica por conta da estrutura mínima que essas novas doses exigem para serem transportadas e conservadas, uma vez que precisam se manter em temperaturas muito baixas até o momento da aplicação. Com a necessidade de freezers específicos, as vacinas de vetores e de mRNA ainda não são tão acessíveis para regiões isoladas.

As vacinas são uma das maiores conquistas da humanidade, salvando milhões de vidas e combatendo epidemias. Compreender, portanto, como a vacina age no organismo, ajuda a combater a desinformação e reforça a importância da vacinação.

Siga no blog da Farmácia Indiana para garantir ainda mais informações valiosas sobre o âmbito da saúde. Te recomendamos conferir outro material exclusivo sobre a conservação de medicamentos, com o reforço da importância de ter o devido e dicas da Indiana que facilitarão o processo para você.

Até o próximo post!


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