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17 de setembro de 2024

Anti-histamínico: o que é, para que serve e quando tomar


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Mulher olhando remedio

Se você sofre com alergias respiratórias, provavelmente já ouviu falar ou, até mesmo, utilizou um anti-histamínico para aliviar os sintomas. Esse medicamento é fundamental no combate às reações alérgicas mais comuns.

Mas você sabe exatamente para que serve o anti-histamínico, como ele funciona, seus benefícios, contraindicações e possíveis efeitos colaterais? Continue lendo e descubra tudo o que precisa saber!

Anti-histamínico: para que serve?

A histamina é uma substância liberada pelo nosso organismo durante reações alérgicas. Ela estimula as terminações nervosas, o que provoca os sintomas típicos de alergia, como coceira, coriza, espirros e secreção nasal. Em outras palavras, a histamina age como um “mensageiro” do sistema imunológico, sinalizando a presença de uma substância que o corpo identifica como uma ameaça.

Os anti-histamínicos são medicamentos que bloqueiam a ação da histamina, ajudando a aliviar os sintomas alérgicos. Ao inibir a histamina, eles reduzem ou eliminam reações como coceira, espirros, coriza e irritação nos olhos. Por isso, são amplamente usados no tratamento de alergias, como rinite alérgica, urticária e reações a picadas de insetos.

Quando o anti-histamínico é utilizado?

O uso de anti-histamínicos é comum em pessoas que sofrem de alergias respiratórias ou são sensíveis a agentes alergênicos, como poeira, pólen, pelos de animais, entre outros. Esses agentes desencadeiam irritações e sintomas alérgicos, como espirros, coriza e coceira.

Quando o corpo identifica esses fatores, ele aumenta a produção de histamina, uma substância que sinaliza uma ameaça ao sistema imunológico, desencadeando a reação alérgica. É nesse momento que o anti-histamínico entra em ação, bloqueando a histamina e aliviando os sintomas desconfortáveis da alergia.

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Quais são os possíveis efeitos colaterais dos anti-histamínicos?

Os anti-histamínicos são amplamente utilizados para aliviar sintomas de alergia, mas, como qualquer medicamento, podem causar efeitos colaterais. Esses efeitos variam de acordo com a geração do anti-histamínico utilizado, sendo mais comuns nos de primeira geração.

Efeitos colaterais dos anti-histamínicos de primeira geração

Os anti-histamínicos de primeira geração, como a difenidramina, têm uma ação mais sedativa, porque esses medicamentos atravessam a barreira hematoencefálica, afetando diretamente o sistema nervoso central. Os principais efeitos colaterais incluem:

  • Sonolência intensa: um dos efeitos mais conhecidos dos anti-histamínicos de primeira geração é a sonolência significativa, o que pode prejudicar a concentração e o desempenho em atividades que exigem atenção, como dirigir;
  • Dificuldade de concentração: devido ao seu efeito sedativo, esses medicamentos podem causar lentidão no pensamento e dificuldade de manter o foco;
  • Boca seca e secura nas mucosas: os anti-histamínicos também podem reduzir a produção de saliva, causando boca seca, além de afetar outras mucosas, o que pode levar à sensação de ressecamento nos olhos e nariz.

Efeitos colaterais dos anti-histamínicos de segunda geração

Os anti-histamínicos de segunda geração, como a loratadina e a cetirizina, foram desenvolvidos para oferecer o alívio dos sintomas alérgicos com menos efeitos colaterais, especialmente no que diz respeito à sonolência.

Eles têm menor impacto no sistema nervoso central, tornando-se uma escolha mais popular para o tratamento de alergias sazonais. No entanto, em alguns casos, os seguintes efeitos colaterais leves podem ocorrer:

  • Fadiga leve: embora menos frequente e menos intensa do que nos anti-histamínicos de primeira geração, algumas pessoas podem sentir um leve cansaço ao usar esses medicamentos.
  • Dores de cabeça: em casos raros, dores de cabeça podem ocorrer como efeito colateral, mas geralmente são de curta duração.

Anti-histamínicos: precauções e contraindicações

Embora os anti-histamínicos sejam medicamentos amplamente utilizados, é essencial tomar algumas precauções, pois podem ser contraindicados para certas pessoas. Alguns grupos específicos devem ter cuidado ao utilizá-los, incluindo:

  • Gestantes: o uso de anti-histamínicos durante a gravidez deve ser feito apenas com orientação médica, pois alguns podem não ser seguros para o desenvolvimento do feto;
  • Pessoas com problemas cardíacos: indivíduos com condições cardíacas devem evitar o uso de determinados anti-histamínicos, que podem agravar o quadro ou interagir com outros medicamentos;
  • Doenças renais ou hepáticas: quem sofre de problemas nos rins ou fígado precisa de acompanhamento médico ao tomar anti-histamínicos, pois esses órgãos metabolizam o medicamento;
  • Hipertensão: pessoas com hipertensão arterial devem ter cautela, pois alguns anti-histamínicos podem aumentar a pressão sanguínea;
  • Crianças: a administração de anti-histamínicos em crianças deve ser feita com muito cuidado e sempre sob orientação médica, já que a dosagem varia de acordo com a idade e o peso.

Para esses grupos, é fundamental consultar um médico antes de utilizar o medicamento, garantindo que o uso seja seguro e adequado às condições de saúde de cada paciente.

Você sabe a diferença entre remédios de referência, similares e genéricos? Descubra mais em nosso post: tipos de medicamentos!

Anti-histamínicos naturais: alternativas para alívio de alergias

Além dos medicamentos tradicionais, existem alternativas naturais que podem ajudar a aliviar os sintomas de alergias. Certos alimentos e suplementos contêm propriedades que fortalecem o sistema imunológico e reduzem a resposta alérgica do corpo. Abaixo estão algumas dessas opções:

Vitamina C

A vitamina C é conhecida por fortalecer o sistema imunológico e também pode atuar como um anti-histamínico natural. Ela ajuda a reduzir a liberação de histamina, aliviando sintomas como coriza e coceira. Pode ser encontrada em alimentos como laranjas, limões, kiwis, morangos e pimentões, além de estar disponível em forma de suplemento.

Quercetina

A quercetina é um antioxidante poderoso com propriedades anti-inflamatórias que pode ajudar a controlar as reações alérgicas. Ela inibe a liberação de histamina pelas células do corpo, funcionando de forma semelhante aos anti-histamínicos tradicionais.

Alimentos ricos em quercetina incluem maçãs, cebolas, brócolis, uvas e pimentões. O consumo regular desses alimentos pode ajudar a reduzir a gravidade dos sintomas de alergia.

Probióticos e o sistema imunológico

Os probióticos desempenham um papel importante na saúde intestinal, que está diretamente relacionada ao sistema imunológico. Ao equilibrar as bactérias benéficas no intestino, os probióticos podem ajudar a melhorar a resposta imunológica e, potencialmente, reduzir a gravidade de reações alérgicas. Alimentos como iogurtes, chucrute e outros fermentados são boas fontes de probióticos.

Chá Verde

O chá verde é rico em antioxidantes chamados catequinas, que ajudam a reduzir a inflamação no corpo e a produção de histamina, responsável pelos sintomas alérgicos. Beber chá verde regularmente pode ser uma maneira simples e eficaz de diminuir a gravidade das reações alérgicas, graças às suas propriedades anti-inflamatórias.

Esperamos que tenha entendido para que serve o anti-histamínico e esclarecido todas as suas dúvidas sobre esse medicamento. No blog da Farmácia Indiana, você encontra diversos conteúdos relevantes sobre saúde para te ajudar no dia a dia.

Continue navegando em nosso blog e fique por dentro de mais dicas. Confira também nosso post: “Descongestionante nasal: o que é, como funciona e cuidados“.


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